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Saiba mais sobre Rinite Alérgica - Drª Renata Dias
     29/10/2015
Saiba mais sobre Rinite Alérgica - Drª Renata Dias

Dra. Renata Dias te ajudará a entender mais sobre essa doença.

A rinite alérgica atinge aproximadamente 26% das crianças e 30% dos adolescentes brasileiros, segundo dados do International Study of Asthma and Allergies (ISAAC), estudo coordenado pelo Dr. Dirceu Sole, Presidente da Sociedade Latino-Americana de Alergia, Asma e Imunologia (SLAAI) e da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI). Os estados do norte e nordeste do país são os que apresentam maior prevalência da doença, sendo Salvador a terceira cidade da América Latina no ranking de casos de rinite. Os recentes estudos têm mostrado que houve um aumento significativo no número de pacientes que sofrem de alergias na América Latina. Estes dados demonstram a necessidade de informar à população sobre esta patologia. Então, vamos lá!

Sem dúvida, o clima seco e a queda da temperatura são fatores que agridem a mucosa nasal gerando sintomas como o ressecamento, irritação nasal e epistaxe (sangramento nasal), e estes, por sua vez, favorecem o surgimento de infecções e alergias respiratórias. Essas condições atmosféricas facilitam o desenvolvimento dos agentes virais, levam as pessoas a passarem mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a circulação de microrganismos e a transmissão das infecções. Além disso, o fenômeno da inversão térmica torna o ar mais poluído.

Com o ar seco, devido à baixa umidade relativa, a secreção nasal, responsável pela filtragem dos microrganismos que prejudicam a saúde, acaba ficando mais espessa, diminuindo seu fluxo normal. Também ocorre uma dificuldade de dispersão dos poluentes, levando a uma maior concentração de alérgenos no ar.

Soma-se a tudo isso a baixa da imunidade que pode ocorrer no inverno, devido ao consumo de maior energia pelo nosso organismo nessa estação do ano.

Resumindo, os principais vilões do frio são os ambientes fechados e roupas guardadas há muito tempo, que levam a uma maior exposição das crianças e adultos a ácaros, poeira, mofo e demais substâncias alérgenas. As alergias pioram no frio, sim, mas não pelas baixas temperaturas e, sim, pelo agasalho que está guardado há tempos e está cheio de ácaros. O ideal é que antes que o frio chegue de uma vez, casacos, edredons e cobertores sejam lavados. Em seguida, o indicado é estender ao sol as peças de frio para que o calor elimine os ácaros e guardá-las em sacos plásticos. Não importa se está frio ou chovendo, é preciso deixar pelo menos uma fresta da janela para adequada ventilação do ambiente.

Outras dicas são lavar as mãos frequentemente durante todo o dia, beber bastante água, fazer a lavagem nasal com soluções salinas e evitar o acúmulo de poeira em casa.

A associação dos fatores baixas temperaturas, maior frequência de viroses e aumento da poluição atmosférica faz do inverno uma estação muito propícia para as doenças respiratórias. Então, se estiver com algum problema, vá ao médico.

 

TRATAMENTO

Após a instalação do quadro agudo, é preciso diferenciá-lo para saber as medidas corretas, mas, sem dúvida nenhum, a lavagem com soluções salinas está indicada na quase totalidade dos casos pois, além de  evitar o acúmulo de secreções, a higiene nasal ajuda na função respiratória. A utilização de chás caseiros diminui os sintomas porque o líquido quente melhora a fluidificação das secreções, hidrata e o vapor inalado ajuda a expectorar. Os descongestionantes nasais só devem ser usados após a avaliação de um médico, pois podem desencadear uma rinite que denominamos vasomotora.

Grande parte da população não abre mão do uso do mel e da própolis para reduzir os sintomas destes males. E, de acordo com pesquisadores, estes produtos podem mesmo auxiliar no tratamento destas doenças. Ao fabricar o mel e a própolis, as abelhas conseguem transmitir para estes produtos naturais princípios ativos contidos nos vegetais, que possuem efeitos terapêuticos benéficos para a saúde do ser humano e são importantes para o equilíbrio biológico do organismo.

Precisa estar claro que estas medidas são para alívio dos sintomas e que o diagnóstico e o tratamento adequados devem ser feitos por um médico.

 

A melhor maneira de se ver livre dessas doenças e passar o inverno tranquilo é a prevenção.

 

 Seguem 10 dicas para imunizar o ambiente contra alergias e infecções respiratórias:

1.       É necessário seguir uma rotina de limpeza constante;

2.       Use um pano úmido para limpar o pó antes que ele se disperse. Utilize máscara e luvas durante a limpeza;

3.       Use um aspirador que tenha um filtro HEPA (High Efficiency Particulate Arrestance). Esse filtro reduz os alérgenos transportados pelo ar, prendendo ácaros e outras partículas, não as liberando novamente no ar;

4.       Nunca use um espanador para retirar o pó. Ele apenas o espalha, adicionando mais alérgenos no ambiente;

5.       Remova todo o carpete. Caso contrário, use carpetes baixos ao invés de felpudos, pois acumulam menos pó;

6.       Lave todas as roupas de cama com água muito quente toda semana. Lave as proteções do colchão e os travesseiros a cada duas semanas;

7.       Forre travesseiros e colchões com protetores herméticos de plástico ou vinil que são impermeáveis aos alérgenos. Travesseiros e colchões contêm material fibroso, ambiente ideal para o crescimento dos ácaros;

8.       Remova velas do quarto, especialmente as de essências, que podem liberar substâncias irritantes ou prejudiciais;

9.       Sempre que for tomar banho abra uma janela para reduzir a umidade. Os ácaros gostam de locais quentes e úmidos;

10.     Animais de pelúcia devem ser lavados a cada semana e guardados, de preferência, longe da cama.

 

Além disso, o recomendável é procurar um médico especialista. Somente depois de testes específicos o problema é diagnosticado, sendo possível encontrar a solução.

 

PROCURE SEU OTORRINO 

Com a chegada do inverno, existe um aumento dos problemas respiratório. Facilmente encontramos pessoas com prurido nasal (coceira no nariz), congestão nasal, espirros, coriza, e tosse. Os sintomas podem ser parecidos, mas as patologias são diferentes e precisam ser diagnosticadas. A presença desses sintomas nasais dificulta determinar se estamos diante de uma crise de rinite alérgica, uma gripe ou um resfriado. Sendo assim, um otorrinolaringologista deve ser sempre consultado. Este profissional possui um arsenal diagnóstico que permite fazer esta diferenciação de forma precisa.

A rinite alérgica é a inflamação da mucosa de revestimento nasal, mediada por IgE, após exposição a alérgenos (ácaros, polens, fungos, epitélio de animais, poeiras). Seus principais sintomas são: obstrução nasal, coriza, espirros e prurido nasal. O número de sintomas, a intensidade e a frequência é variável entre cada pessoa. Não é uma patologia contagiosa e não causa febre.

A gripe é uma infecção viral causada pelo vírus da Influenza. Os sintomas são: febre alta, dores musculares, indisposição física, tosse, congestão nasal e secreção nasal espessa, podendo ficar amarelada com a evolução do processo. O tempo de recuperação é em torno de dez dias.

Já o resfriado é uma infecção viral causada normalmente pelo rinovírus, que tem como sintomas: secreção nasal, congestão nasal, espirros, dor de garganta, febre baixa. Os sintomas podem durar de dois dias a uma semana.

Dra. Renata Dias

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